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terça-feira, 21 de junho de 2011

O dia em que perdi minha voz.

Seu sorriso foi meu sustento
Um vício, agora um veneno
Mas escondo todo e qualquer sentimento
Nem ao menos querendo,
Escondo. Só para provar para mim,
E assim dormir em paz.
Paz, oh! Falsa paz.
Mentir para si mesmo é uma arte,
Menti que a dominava.

Foi então que a reencontrei
Meu corpo deu um nó
Mas finjo pose,
Apago meu cigarro.
Entrego-lhe meu cumprimento formal.
Andamos, conversamos, assistimos,
Brincamos, rimos, fingimos.
Você está falando, narrando os últimos passos,
Olha para a janela outra vez,
Dá-me um sorriso sem graça.
Envenena-me sem notar.
Você está falan... Eis que acontece!

E sem nem ao menos pestanejar,
Entrego-me novamente ao vício,
E um beijo já não é o bastante.
Tal momento deveria durar para sempre!
Decido parar de me enganar,
Mentir para si deixa de ser uma opção.
O momento me devora,
Meu vício de você é agora.
É o antes, que agora me atormenta.
É o sempre, que na hora é só o momento,
E que num momento, dura para sempre.
Quero nossa eternidade de volta!

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